Covid 19 Desconexão e Reconstrução

Olá tribo! Depois de muito tempo encontro inspiração para voltar a escrever.

Precisei de uma pausa para digerir tudo o que tem acontecido a nível global e a nível pessoal.

Muitas mudanças, transformações, desconexão e reconstrução.

No início da Pandemia senti me desorientada, sem saber se vivia cada dia como o último, ou seria melhor esperar por dias melhores, muita informação e desinformação mexeram comigo.

Além da Pandemia, tive também algumas batalhas pessoais, de saúde de família e merdas que acontecem a todos.

Agora, vamos respirar fundo, todos! Vivemos muitas mudanças nestes últimos dois anos, toda a organização das nossas vidas foi desconectada e obrigou-nos a pensar e a reconectar com esferas das nossas vidas que estavam precisando da nossa atenção.  Reconectar com a nossa casa, com os nossos filhos e familiares, investir e descobrir novos hobbies, cozinhar refeições mais elaboradas e saudáveis, fazer desporto ao ar livre, ou pelo contrário, entregarmo-nos a outros hábitos mais sedentários. Tudo isso veio com… o tempo. Ah o tempo! Esse bem tão precioso, que antes nos fugia por entre os dedos, agora abundava durante o confinamento.

As nossas festas de trance, nossos convívios e partilhas passaram para a realidade online. Foi bom ver a criatividade do pessoal, os live streamings começaram a emergir com uma energia nunca antes vista! Todos tiveram a sua oportunidade de mostrar um pouco do que se fazia lá por casa. Muito interessante essa partilha e capacidade de adaptação de todos. Mas…sinceramente já chega! Porque a vontade de voltar à tribo e à floresta tem aumentando de dia para dia.

Porque um artista precisa de um palco, e o público precisa do espetáculo, precisamos de sentir o síndroma pré festa e o síndroma pós festa, o frenesim de preparar a viagem, o pulsar do P.A dentro do corpo, o flúor, tudo nos faz muita falta! E se faz falta a quem está do lado de cá, também faz falta para quem está do lado da organização e concepção de todo este espetáculo, pessoas que vivem uma vida dedicada aos eventos, este vazio tanto tempo tem sido talvez uma das batalhas mais difíceis que poderiam surgir em tempos tão modernos e evoluídos. Ironia do destino, mensagem subliminar do nosso Planeta Terra para todos nós. Todos pagamos pelos erros de quem não respeita nosso Planeta. E fizemos Restart!

Já percorremos o caminho até aqui, agora é continuar com boa vibração. Espero voltar para a floresta brevemente e abraçar quem eu quiser! Livre! Quero tudo o que tenho direito e que tanta falta faz, dançar, dançar, dançar e a máscara tirar.

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Sobre Vais ao Blog 14 artigos
Sou a Nolla e o meu primeiro contacto com as Festas de Trance foi no ano 2000, na Marateca. O envolvimento foi imediato, do qual resultou uma relação séria que dura até hoje. Adoro as Festas e Festivais, mas prefiro eventos de menor dimensão. Tenho acompanhado o movimento retrodélico EMEL, OSG, ZNA.

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